Archive for June, 2009

Fashion Branding na Internet (Brasil)

Tuesday, June 30th, 2009

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O trabalho do profissional de Branding no mercado da moda é um dos mais difíceis em minha opinião.  Em outras palavras, uma série de conceitos atua simultaneamente para compor uma experiência junto ao público: o design e o designer das peças, o trabalho de PR e a própria celebridade que endossa os produtos. Tudo precisa funcionar como uma orquestra e a diferenciação não é algo tão simples.

Embora nós saibamos sobre as possibilidades de diferenciar uma marca e seus produtos pela postura digital, você acredita que as empresas brasileiras do mundo fashion já se deram conta disso? Analisei  boa parte das companhias que participaram da  última edição do São Paulo Fashion Week e  minha conclusão é que muito ainda precisa ser feito neste campo.  A primeira  coisa que me chamou bastante a atenção foram as limitações que o cliente encontra para entrar em contato com essas empresas na internet. Os websites são estáticos, com áreas de contato em que o cliente apenas pode deixar um email ou mensagem. Me senti, ás vezes, nos anos 90, onde precisávamos preencher um cadastro enorme só para ter a possibilidade de deixar um recado de cinco linhas sem garantia de resposta.  Percebi, por exemplo, que a grande maioria destes websites não oferecia plataformas realtime como Twitter ou Facebook para interagir com seus consumidores. Uma pena, de verdade, já que ter uma boa plataforma de contato assegura às empresas do mundo fashion a oportunidade de ouvir seus clientes e obter vários tipos de feedback, como tendências, os desejos do consumidor, além de comportamentos de compra e muito mais!

A segunda questão que notei, é que muitas dessas empresas não vêm realizando comércio eletrônico de seus produtos, muitas se limitando a somente indicar onde ficam suas lojas. Eu acho isso de uma certa forma preocupante, já que uma das maiores tendências do mundo fashion é a miniaturização de produtos (principalmente em países emergentes como o nosso).  Há lugar melhor para comercializar produtos miniaturizados do que a internet? Essas empresas precisam acordar para o potencial real do e-commerce, comercializando perfumes e acessórios, além de peças de roupa. Marcas globais, como Givenchy, já vem tirando proveito disso a um bom tempo.

Resumindo, há uma excelente oportunidade para que marcas do mundo fashion Brasileiro acordem para a nova realidade digital e a utilizem de maneira astuta e íntegra. O maior desafio de muitas dessas marcas será entrar no universo das redes sociais mantendo o preceito básico de exclusividade, que é esperado que elas transmitam. Porém, há muito mais a ganhar do que a perder. Fato.

Leitura recomendada:

Michem Chevalier & Gérald Mazzalovo : “Luxury Brand Management: A World of Privilege”.

Uche Okonkwo : “Luxury Fashion Branding: Trends, Tactics, Techniques

Desintoxicação Digital

Saturday, June 27th, 2009

 Como você está arrumando tempo para “twittar“ links relevantes, postar no Facebook,  Myspace e Linkedin, torpedar, manter seu próprio blog, subir vídeos e fotos no Flickr, seus artigos favoritos no Delicio.us, sua arte no Etsy, comentários nos blogs de seus amigos, fugir de perfis fakes nefastos, responder e-mails, e ainda, fazer seu trabalho fora do mundo virtual? Você se sente sob pressão em estar sempre disponível? O quanto isto está afetando sua produção profissional?

No final das contas, ás vezes parece que estamos trabalhando cada vez mais, ficando mais estressados, enquanto assistimos nossas vidas serem tomadas por clutter e complicações. A revolução digital que precisamos é aquela que facilita nossas vidas e relacionamentos, trazendo autenticidade e transparência, oras. Esta revolução cercada de autodenominados gurus cheios de palavras pomposas e planos mirabolantes, perfis falsos no Orkut e cada vez mais dificuldades para gerenciar nossas vidas, talvez, seja uma mentira…

Como que pessoas e marcas corporativas podem ficar mais fluentes na conversa, humanizando relações, OUVINDO e maximizando o  feedback loop? Esta é a pergunta que deve ser feita. A beleza da internet não é a tecnologia! A beleza está no poder das pequenas inovações  que ocorrem através das (micro) interações diárias e que são embasadas por fortes ideais. Isso é muito mais importante que qualquer nova campanha viral, hype, jargão ou nova plataforma que atrapalhe mais do que acrescente.

O que de todo este ecossistema digital é realmente relevante para você? Quem do seu network atual, se caso você estivesse na Austrália sem lugar para passar a noite, lhe abriria as portas e lhe cederia o sofá para você dormir?

Será que não precisamos de uma nova revolução?mental_detox2

Sua marca é sustentável? Até que ponto? (Meu artigo para o Ciclo Comunicar)

Monday, June 15th, 2009

Tive o enorme prazer de ser convidado para escrever um artigo/tese (Branding e Sustentabilidade na era digital) para o Ciclo Comunicar do portal “Nós da Comunicação“.  Começo o texto dizendo que:

“As redes sociais e suas plataformas emergentes aceleram o processo de humanização das marcas, que agora precisam mostrar personalidade, ter carne e osso, tornando fácil o relacionamento das empresas com os seus stakeholders. Acabou aquele comportamento controlador. Isto me leva a crer que o approach dos consumidores delineia uma das maiores tendências do branding atual, que é a construção de marcas fortes cada vez mais conectadas a ideologias e causas. Estas marcas têm que se comportar como pessoas - é o que os outros cidadãos agora esperam delas! As empresas, agora, precisam sair de cima do muro, mostrando suas essências, crenças e apostas… As marcas que vão fazer a diferença são aquelas que inspiram seus stakeholders a serem pessoas melhores, a fazer o mundo em que vivemos ficar melhor, tornando a nossa vida mais sustentável. O planeta agradece, e o consumidor individualmente também. Na era da transparência radical e da responsabilidade, antes de qualquer coisa, confiança e credibilidade precisam ser conquistadas pelas marcas”

Enfim, convido você a ler o artigo completo acessando o link abaixo. Esquero que goste!

http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=134&tipo=G

Abraços.

Como o Terceiro Setor pode prosperar no Mundo Digital

Thursday, June 4th, 2009

Amigos,
 
Tive o enorme prazer de estrear hoje minha coluna no portal EcoDesenvolvimento. Escrevo sobre ‘Cause Branding” no mundo conectado.  Um trecho do artigo diz que:

Nunca foi tão propício para que o setor ‘non-profit’, ou seja, as organizações não-governamentais, incorpore o mundo digital com propriedade, assegurando, a suas causas, progressão constante, sólida e inspirando indivíduos neste atual período de macrotransição. Tudo hoje em dia está sendo repensado e se torna absolutamente impossível vivermos da maneira que vivíamos há dez, cinco ou três anos.”

Convido a todos que leiam o artigo completo e mandem feedback:
 
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/colunas/gabriel-rossi/terceiro-setor-mundo-digital

Abraços

O Futuro do Branding?

Monday, June 1st, 2009

O que está guardado no futuro para o Branding? Oras, se eu tivesse uma resposta exata, provavelmente estaria em um outro tipo de negócio, concorrendo com a mãe Dináh entre outras figuras folclóricas.  Brincadeiras a parte, aqui vão algumas de minhas conjeturas:

. Cada vez mais profissionais e organizações perceberão que os velhos alicerces de Marketing & Branding continuam os mesmos com a chegada da era digital (simplicidade, cumprimento de promessas , consistência nos pontos de contato, ouvir e estar próximo do consumidor etc…). Na verdade, eles foram amplificados!

. Qualidade no atendimento ao consumidor e feedback rápido/transparente (utilizando canais como microblogs),  serão a chave para o triunfo.

. CEOs carismáticos ganharão cada vez mais importância no processo de construção de marcas, quebrando barreiras entre o público interno, aprendendo e ensinando, ouvindo perguntas que não ouviam antes.

. Marcas estarão cada vez mais ligadas as ideologias e causas , pelo fato que as redes sociais aceleram o processo de humanização delas. As pessoas cada vez mais esperarão que as marcas defendam pontos de vista e saiam de cima do muro. Ex: MTV com campanhas de conscientização do público jovem em relação a Aids, Direitos Humanos, tolerância cultural, voto (Rock the Vote) etc…

. Conexões emocionais serão cada vez mais importantes até mesmo em produtos e serviços commodities, já que ficará impossível se diferenciar apenas por benefícios funcionais na era Google/Twitter (novos talentos, produtos e serviços emergem a todo o momento).

. Microinterações continuarão ensinando marcas de grande escala a darem valor a pequenos atos, entendendo que todos são influenciadores com potencial viral. Ex: Ford.

. Companhias que passam por fusões, simplificarão sua arquiteturas de marca, reduzindo seus portfólios para um melhor gerenciamento dos mesmos. “Menos significará mais”.   

. Consumer Generated Media continuará crescendo e  formas inovadoras de expressão do consumidor aparecerão, exigindo uma contabilidade totalmente nova das marcas.

. Confiança será condição sine qua non para qualquer marca séria que respeita o rastro digital que o boca a boca deixa e deixará em sites de busca.

. Mais marcas investirão em diferenciação contínua e diária, até mesmo as que são provenientes de categorias de ‘baixa-energia’ (como argumentado no livro “The Brand Bubble“).

. Por um lado, o trabalho dos profissionais de Branding migrará de uma arte efêmera para uma ciência mais exata: Novas plataformas designadas para ‘ouvir’ o consumidor no universo on-line aparecerão (gerenciar o boca a boca será ainda mais vital), e novas métricas serão definidas, evoluindo do atual  modelo.

. Mobile Marketing sairá da sua infância e a tecnologia QR obrigará que o trabalho de Branding leve a idéia de consistência ao extremo. Imagine um consumidor que estará apto a comparar diversos pontos de contato através de um único aparelho. Tudo precisará estar alinhado. Branding, por este aspecto, será mais arte do que nunca. Exatamente como uma orquestra…

.  Mais empresas e marcas no Brasil entenderão que as redes sociais são muito mais que um canal de divulgação de campanhas isoladas, utilizando-as para recolher verdadeiros insights de seu público de interesse, criando relacionamentos que realmente importam e perpetuam.

Poderia escrever uns 10 posts de opiniões minhas sobre o futuro do Branding… Agora é sua vez. Na sua opinião, o que está reservado para nós?