Chega de substantivos. Marcas agora são verbos! (O verdadeiro papel do Branding na era digital)
Marcas não são mais substantivos para serem promovidas, ou melhor, transmitidas via campanhas curtas, egoístas, estáticas, egocêntricas e irrelevantes. Este modelo é um oxímoro do branding moderno, não é verdade? Agora marcas são verbos e precisam evoluir com as comunidades diariamente, criando fortes e contínuas conexões emocionais, enraizadas em purposes inspiradores, agindo como facilitadoras de relacionamentos em constante estado de reinvenção, aprendizado e movimento, assumindo uma postura que nada é mais garantido, caminhando e progredindo lado a lado com o consumidor. Este, quer ser levado para novos territórios e ser surpreendido…
Deixei recentemente o seguinte comentário no blog do amigo Ricardo Nespoli :
” De fato, na era digital nada mais é permanente, marcas são agora verbos e precisam entrar em constante estágio de evolução e reinvenção. De uma certa forma, a teoria de posicionamento sofre algum desgaste com o avanço da web social. Consumidores - principalmente aqueles que adotaram as tecnologias digitais emergentes a muito tempo - querem ser levados para outros territórios, eles querem ser surpreendidos e observar movimento…
Acho interessante algumas marcas que possuem equities enraizados, como é o caso do WalMart, estarem encontrando formas totalmente novas para se relacionar com seus stakeholders. Nesse caso ainda é mais difícil, pq quando uma marca tem um equity muito enraizado seu público assume que já não hajam mais histórias a serem contadas, ficando mais difícil de continuar se diferenciando….
Eu estava lendo uma matéria no (acho) The New York Times esses tempos, e dei de cara com a tendência na qual consumidores estão se agrupando em comunidades digitais para barganhar preço de gado! Será que alguém ainda acha que pode prever alguma coisa?”
Abraços e pense nisso!
G.
Leitura recomendada:
Fazer branding é abrir estradas - Ciclo Comunicar Tecnologia
Tags: branding, digital branding, invação, websocial
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December 13th, 2009 at 12:57 pm
de certa forma as marcas precisam interagir e estar integradas com os usuários.. de certa forma está relacionada a social media. As marcas presentes onde está os usuários, seria algo relacionado?
December 13th, 2009 at 1:41 pm
Alan, tudo bom?
Acredito que , principalmente , em plataformas onde as oportunidades para humanizar a marca sejam maiores (twitter), só há sentido se a empresa souber utilizá-las primeiramente em nome da essência da marca. Se você vai além do buzz, ou seja, da promoção pura e simples, a confiança do público de interesse e os lucros seguirão naturalmente.
Tenhamos em mente que a tecnologia é apenas uma commodity de toda esta história, percebamos uma chance clara de aprender diariamente e humanizar o branding, mostrando que há pessoas de carne e osso por trás das marcas.
Gosto também de citar o argumento da “Diferenciação Energizada” levantado por John Gerzema e Ed Lebar no livro “The Brand Bubble”. Aqui, acredito eu, há um confronto direto com o celebrado livro de Al Ries e Jack Trout. Claro, isso varia de categoria para categoria… Porém, basicamente, não basta ser diferente na era digital, é necessário continuar sendo diferente… Em entrevista que fiz com o John para o Mundo do Marketing, olha oq o mesmo disse:
“Os consumidores pareciam estar cativados por uma qualidade que refletia uma experiência mais excitante, dinâmica e criativa. Eles estavam concentrando a paixão deles e poder de compra em um menor portfólio de marcas especiais – porque elas continuavam sempre evoluindo. Nós descobrimos que o poder de diferenciação é o que marcas estelares possuem em comum. Nós batizamos isto de “Diferenciação Energizada”, que reflete não só a ideia do diferente – elas mantêm-se diferentes, utilizando movimento, momento e criatividade.
Energia tem um papel muito significativo em proteger e aprimorar a diferenciação da marca. Seus três componentes são:
• Visão – A proposta e aspirações da marca, geralmente originada da liderança, das convicções e da reputação da organização por trás da marca.
• Invenção – A dimensão tangível mais importante, demonstrando a visão da marca através de inovação de produto e serviço, design, conteúdo, entre outras experiências táteis de marca.
• Dinamismo – Como a marca expressa sua visão no mercado de forma dinâmica para criar “persona”, emoção e evangelismo através de suas ações de marketing.”
Abraços!
G.
December 22nd, 2009 at 6:55 pm
[...] vantagem competitiva e retorno sobre o investimento. Até porque marcas e empresas não podem mais agir como substantivos, ou seja, paradas e com a doce ilusão de que podem prever o mercado e o comportamento dos seus [...]