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Marketing político enfrenta o desafio das redes sociais (Contribuição para o Jornal do Commercio)

Friday, July 2nd, 2010

Enorme prazer em colaborar com a edição de hoje do Jornal do Commercio na ótima matéria da repórter Jaqueline Porto.

Espero que gostem.

Abraços.

G.

JAQUELINE PORTO do Jornal do Comércio RJ

Marketing político enfrenta o desafio das redes sociais
O recente mal estar entre a equipe de campanha da candidata à presidênciaDilma Rousseff e o estrategista em redes sociais Marcelo Branco, por causa de erros cometidos no site da petista, deixou clara a mudança de perfil dos profissionais que trabalham com marketing e assessoria política.

Se antes a mídia tradicional dominavam o espaço, praticamente impondo aos eleitores um personagem, atualmente o desafio é aprender a dialogar com o poder de contestação de quase 90% de internautas brasileiros com acesso às redes sociais, segundo dados da consultoria Nielsen.

Coordenador do Núcleo de Gestão Executiva da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ) e professor do curso de extensão em Marketing Político, Paulo Vicente afirma que a popularização dos novos meios de comunicação cria uma discussão infinita sobre como conseguir votos. “Ainda estamos descobrindo se a relação direta entre político e eleitor é mais eficiente ou se vale apostar em intermediários”, diz. Segundo o professor, cerca de 75% dos eleitores ainda votam por impulso e carisma, com menos envolvimento partidário. Este grupo precisa ser conquistado.

“A massa que usa a web de forma mais crítica está carente de envolvimento e cabe ao profissional criar isso. As pessoas selecionam o que querem ler, consumir e ouvir e o desafio é atrair quem não acredita mais nas estratégias do passado. Infelizmente, isso ainda não está funcionando de forma eficiente nas classes C, D e E”, crítica.

Especialista em branding digital e trabalhando pelo primeiro ano com Marketing Político, Gabriel Rossi, afirma que é preciso saber ouvir. “Não podemos mais apenas transmitir os interesses do candidato, tem que ouvir o eleitor, de forma estratégica.

Conhecê-lo melhor, saber seus interesses, como se relaciona com a tecnologia do ponto de vista político. Infelizmente, vejo muitos ainda preocupados com as ferramentas, esquecendose da personalidade do eleitor, principalmente dos mais jovens, que nas próximas eleições farão mais diferença”, acredita.

Sobre as mudanças que estão ocorrendo já neste ano, Rossi afirma que não haverá um “efeito Obama”. “O Obama estava pronto para a ruptura sócioeconômica que os Estados Unidos viviam na época e a penetração crítica da web no país é muito mais forte do que por aqui. Mas podemos aprender com o que houve por lá. A internet pode beneficiar claramente os partidos pequenos, os candidatos a deputado estadual e federal, com pouca verba para mídias tradicionais, mas para isso é preciso criar uma marca, uma ideia diferenciada na mente do eleitor, com carisma, narrativa, história e psicologia”, afirma.

Segundo Gabriel, gerenciar crises na web se torna um trabalho muito mais desafiador, uma vez que os sites de busca funcionam como um rastro digital, acessível a quem quiser conhecer melhor qualquer candidato.

Para ele, outra questão que precisa se repensada é o uso do website. “Muitos profissionais ainda usam o site como um ’santinho digital’, sem a menor estratégia. Ignorar a necessidade de transparência também é um equívoco, o eleitor que usa redes sociais quer saber quem está conversando com ele. O ideal é que o candidato assuma isso diretamente, mas se precisar ser uma equipe, isso precisa ficar claro”, finaliza.

Marcas, Sala de Estudos, Privacidade e Segurança do Consumidor. (Gabriel Rossi Consultoria no Jornal Hoje da Globo).

Thursday, June 3rd, 2010

Caros,

Eu tive o prazer de colaborar como  “âncora” para uma matéria do Jornal Hoje da TV Globo nesta quinta-feira, falando  sobre privacidade e segurança do consumidor vs marcas e corporações.

Segurança e Privacidade dos stakeholders, em minha opinião, são uma das maiores tendências que o branding de qualidade deve olhar.

Espero que gostem!

http://g1.globo.com/especiais/africa-do-sul-2010/noticia/2010/06/criminosos-usam-copa-para-espalhar-virus-e-roubar-dados-pela-web.html

Um abraço forte.

G.

Corporações, Marcas e Privacidade. Entrevista para a Band News TV

Saturday, May 29th, 2010

Este foi um pequeno trecho do meu debut comentando ao vivo quinta-feira passada para a Band News TV sobre a questão de privacidade vs marcas na internet. De fato, amigos, o aumento da conectividade por banda larga e a chegada de grandes eventos como as eleições e a Copa do Mundo influenciam a aceleração da atividades como spam entre outras invasões de privacidade ao consumidor moderno…

Assunto sério. Realmente. Já havia falado, uma semana antes sobre o mesmo assunto, com  Camila Tuchlinski para a Rádio Eldorado.

Como já sabemos: Práticas como spam não apenas afastam o consumidor, mas criam o sentimento de invasão de privacidade e falta de personalização. Generalização e  invasão de privacidade é tudo que não queremos na era da participação!

Um abraço.

G.

ROI, Reputação e Real vantagem competitiva. Gabriel Rossi na Madia Marketing School.

Wednesday, April 21st, 2010

Tive o prazer de ser chamado para transmitir minhas idéias e conceitos no Madia Digital Marketing, programa que a Madia Marketing School criou e começa agora dia 8 de maio. Muito bacana e importante para mim, pois professor Francisco Madia não apenas foi meu professor, mas também seus artigos e livros foram vitais para que eu optasse pela prática do marketing moderno (inclusive, Madia  é responsável pelo prefácio deste blog). O mestre me mostrou o Marketing como ele deve ser. Não como uma caixa de ferramentas, mas como ideologia, religião.

Durante uma manhã de sábado, abordarei reputação, conceitos vanguardistas de branding e, principalmente, retorno sobre investimento. Como um trabalho coerente de marca na era digital pode e deve gerar movimento para as organizações de altaperformance? Espero que eu consiga trazer algumas respostas para os participantes..

Eu sou um, entre alguns outros especialistas contratados pela Madia para ministrar o programa.  Meu amigo Volney Faustini compõe o time de profissionais. Convido-lhes para conhecer o curso. Quem sabe nos vemos lá?

Abraços!

G.

Artigos escritos ou colaborados por Gabriel Rossi:
http://gabrielbranding.com.br/brand-lab/artigos

Branding Político Estratégico (Minha colaboração para o Nós da Comunicação)

Saturday, March 27th, 2010

Político que quer se destacar junto aos eleitores mais conectados deve adotar quais estratégias? Não há uma resposta sob medida, meus amigos. Nossa metodologia considera diversas variáveis como: Proposta de campanha, tamanho do partido, as lideranças fortes agregadas, capilaridade, expectativa de votos, vulnerabilidade de relacionamento com diversos stakeholders, interesse geral do público – alvo pela eleição, orçamento da campanha, avaliação de carisma do candidato, votos de legenda, os rastros encontrados na web social através de um trabalho de auditoria digital, entre diversas outras coisas. 

Outra questão é que há uma relação simbiótica entre os resultados nos sites de busca e a reputação de políticos, corporações em geral etc.. Lá é o momento que você se afirma para seus stakeholders. O equity e confiabilidade de qualquer marca cada vez mais se torna o conjunto de resultados nas prateleiras virtuais como Google e Bing. Isso requer um investimento contínuo e não é imediato. No caso da política, pergunte, entre outras coisas, quanto a campanha corpo a corpo, rádio e televisiva influencia na conversa on -line. Indague também: quais aspectos da personalidade são mais admirados pelo eleitor digital? São eles confiabilidade, ética e inteligência, respectivamente?

Falei exatamente sobre os assuntos acima na matéria escrita pela repórter Gabriela Bittencourt para o canal de Comunicação Corporativa Nós da Comunicação. Entre outras opiniões, explicitei a seguinte:

“Não é mais questão de tamanho. A velocidade e influência das comunidades trabalhadas são os fatores mais importantes. Se os candidatos entenderem isso na essência, evoluirão nas mídias sociais muito mais rápido do que diversas empresas ranqueadas entre as 100 maiores”.

Convido vocês para lerem a matéria.

Abraços,

G.

 

MicroBranding: A beleza das pequenas trocas

Sunday, November 15th, 2009

Antigamente, para se alcançar grandes objetivos, as companhias gastavam trilhões e trilhões de dólares mundo afora e investiam esforços conjuntos de todo o seu pessoal para alcançar sua estratégia.

Hoje, com um cenário socioeconômico adverso e com a crescente importância do relacionamento via web, as empresas bem-sucedidas estão apostando no que chamamos de microinteração. Via relacionamento com comunidades na web, as marcas consolidam diariamente um conjunto grandioso de pequenas trocas que lhes permite de fato alcançar vantagem competitiva e driblar o darwinismo de marca, ou seja, a velha seleção natural que dizima algumas delas, favorecendo outras.

Branding hoje, não seria cada vez mais moldado por microinterações sociais diárias? Pense no Twitter, por exemplo. Eu batizo, por enquanto, esse fenômeno de MICROBRANDING. Claro, essa é só uma curta introdução de algo que pretendo escrever muito ainda.  Me aguardem… :)

Abs.

G.

Fashion Branding na Internet (Brasil)

Tuesday, June 30th, 2009

spfw_2009

O trabalho do profissional de Branding no mercado da moda é um dos mais difíceis em minha opinião.  Em outras palavras, uma série de conceitos atua simultaneamente para compor uma experiência junto ao público: o design e o designer das peças, o trabalho de PR e a própria celebridade que endossa os produtos. Tudo precisa funcionar como uma orquestra e a diferenciação não é algo tão simples.

Embora nós saibamos sobre as possibilidades de diferenciar uma marca e seus produtos pela postura digital, você acredita que as empresas brasileiras do mundo fashion já se deram conta disso? Analisei  boa parte das companhias que participaram da  última edição do São Paulo Fashion Week e  minha conclusão é que muito ainda precisa ser feito neste campo.  A primeira  coisa que me chamou bastante a atenção foram as limitações que o cliente encontra para entrar em contato com essas empresas na internet. Os websites são estáticos, com áreas de contato em que o cliente apenas pode deixar um email ou mensagem. Me senti, ás vezes, nos anos 90, onde precisávamos preencher um cadastro enorme só para ter a possibilidade de deixar um recado de cinco linhas sem garantia de resposta.  Percebi, por exemplo, que a grande maioria destes websites não oferecia plataformas realtime como Twitter ou Facebook para interagir com seus consumidores. Uma pena, de verdade, já que ter uma boa plataforma de contato assegura às empresas do mundo fashion a oportunidade de ouvir seus clientes e obter vários tipos de feedback, como tendências, os desejos do consumidor, além de comportamentos de compra e muito mais!

A segunda questão que notei, é que muitas dessas empresas não vêm realizando comércio eletrônico de seus produtos, muitas se limitando a somente indicar onde ficam suas lojas. Eu acho isso de uma certa forma preocupante, já que uma das maiores tendências do mundo fashion é a miniaturização de produtos (principalmente em países emergentes como o nosso).  Há lugar melhor para comercializar produtos miniaturizados do que a internet? Essas empresas precisam acordar para o potencial real do e-commerce, comercializando perfumes e acessórios, além de peças de roupa. Marcas globais, como Givenchy, já vem tirando proveito disso a um bom tempo.

Resumindo, há uma excelente oportunidade para que marcas do mundo fashion Brasileiro acordem para a nova realidade digital e a utilizem de maneira astuta e íntegra. O maior desafio de muitas dessas marcas será entrar no universo das redes sociais mantendo o preceito básico de exclusividade, que é esperado que elas transmitam. Porém, há muito mais a ganhar do que a perder. Fato.

Leitura recomendada:

Michem Chevalier & Gérald Mazzalovo : “Luxury Brand Management: A World of Privilege”.

Uche Okonkwo : “Luxury Fashion Branding: Trends, Tactics, Techniques

Desintoxicação Digital

Saturday, June 27th, 2009

 Como você está arrumando tempo para “twittar“ links relevantes, postar no Facebook,  Myspace e Linkedin, torpedar, manter seu próprio blog, subir vídeos e fotos no Flickr, seus artigos favoritos no Delicio.us, sua arte no Etsy, comentários nos blogs de seus amigos, fugir de perfis fakes nefastos, responder e-mails, e ainda, fazer seu trabalho fora do mundo virtual? Você se sente sob pressão em estar sempre disponível? O quanto isto está afetando sua produção profissional?

No final das contas, ás vezes parece que estamos trabalhando cada vez mais, ficando mais estressados, enquanto assistimos nossas vidas serem tomadas por clutter e complicações. A revolução digital que precisamos é aquela que facilita nossas vidas e relacionamentos, trazendo autenticidade e transparência, oras. Esta revolução cercada de autodenominados gurus cheios de palavras pomposas e planos mirabolantes, perfis falsos no Orkut e cada vez mais dificuldades para gerenciar nossas vidas, talvez, seja uma mentira…

Como que pessoas e marcas corporativas podem ficar mais fluentes na conversa, humanizando relações, OUVINDO e maximizando o  feedback loop? Esta é a pergunta que deve ser feita. A beleza da internet não é a tecnologia! A beleza está no poder das pequenas inovações  que ocorrem através das (micro) interações diárias e que são embasadas por fortes ideais. Isso é muito mais importante que qualquer nova campanha viral, hype, jargão ou nova plataforma que atrapalhe mais do que acrescente.

O que de todo este ecossistema digital é realmente relevante para você? Quem do seu network atual, se caso você estivesse na Austrália sem lugar para passar a noite, lhe abriria as portas e lhe cederia o sofá para você dormir?

Será que não precisamos de uma nova revolução?mental_detox2