Marketing político enfrenta o desafio das redes sociais (Contribuição para o Jornal do Commercio)
Enorme prazer em colaborar com a edição de hoje do Jornal do Commercio na ótima matéria da repórter Jaqueline Porto.
Espero que gostem.
Abraços.
G.
JAQUELINE PORTO do Jornal do Comércio RJ
Marketing político enfrenta o desafio das redes sociais
O recente mal estar entre a equipe de campanha da candidata à presidência Dilma Rousseff e o estrategista em redes sociais Marcelo Branco, por causa de erros cometidos no site da petista, deixou clara a mudança de perfil dos profissionais que trabalham com marketing e assessoria política.
Se antes a mídia tradicional dominavam o espaço, praticamente impondo aos eleitores um personagem, atualmente o desafio é aprender a dialogar com o poder de contestação de quase 90% de internautas brasileiros com acesso às redes sociais, segundo dados da consultoria Nielsen.
Coordenador do Núcleo de Gestão Executiva da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ) e professor do curso de extensão em Marketing Político, Paulo Vicente afirma que a popularização dos novos meios de comunicação cria uma discussão infinita sobre como conseguir votos. “Ainda estamos descobrindo se a relação direta entre político e eleitor é mais eficiente ou se vale apostar em intermediários”, diz. Segundo o professor, cerca de 75% dos eleitores ainda votam por impulso e carisma, com menos envolvimento partidário. Este grupo precisa ser conquistado.
“A massa que usa a web de forma mais crítica está carente de envolvimento e cabe ao profissional criar isso. As pessoas selecionam o que querem ler, consumir e ouvir e o desafio é atrair quem não acredita mais nas estratégias do passado. Infelizmente, isso ainda não está funcionando de forma eficiente nas classes C, D e E”, crítica.
Especialista em branding digital e trabalhando pelo primeiro ano com Marketing Político, Gabriel Rossi, afirma que é preciso saber ouvir. “Não podemos mais apenas transmitir os interesses do candidato, tem que ouvir o eleitor, de forma estratégica.
Conhecê-lo melhor, saber seus interesses, como se relaciona com a tecnologia do ponto de vista político. Infelizmente, vejo muitos ainda preocupados com as ferramentas, esquecendose da personalidade do eleitor, principalmente dos mais jovens, que nas próximas eleições farão mais diferença”, acredita.
Sobre as mudanças que estão ocorrendo já neste ano, Rossi afirma que não haverá um “efeito Obama”. “O Obama estava pronto para a ruptura sócioeconômica que os Estados Unidos viviam na época e a penetração crítica da web no país é muito mais forte do que por aqui. Mas podemos aprender com o que houve por lá. A internet pode beneficiar claramente os partidos pequenos, os candidatos a deputado estadual e federal, com pouca verba para mídias tradicionais, mas para isso é preciso criar uma marca, uma ideia diferenciada na mente do eleitor, com carisma, narrativa, história e psicologia”, afirma.
Segundo Gabriel, gerenciar crises na web se torna um trabalho muito mais desafiador, uma vez que os sites de busca funcionam como um rastro digital, acessível a quem quiser conhecer melhor qualquer candidato.
Para ele, outra questão que precisa se repensada é o uso do website. “Muitos profissionais ainda usam o site como um ’santinho digital’, sem a menor estratégia. Ignorar a necessidade de transparência também é um equívoco, o eleitor que usa redes sociais quer saber quem está conversando com ele. O ideal é que o candidato assuma isso diretamente, mas se precisar ser uma equipe, isso precisa ficar claro”, finaliza.
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MarcJFernandez at 2010-09-07T01:41:17Z: @chiJRT Twitter app 4 Bbry is gd excpt I like UberTwitter 4 BBry better it let's U edit retweets b4 sending & has a built in shrink feature
Tags: digitalbranding, Jornal do commercio, marketing político
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July 5th, 2010 at 12:56 pm
O que acho mais cômico é a campanha Fail do Serra com o @RT_Serra, o RT é automàtico, provavelmente uma porcaria de bot, que dá RT em qualquer coisa postada com a palavra-chave ‘Serra’ ou ‘José Serra’, não importando se é crítica ou elogio.
July 17th, 2010 at 2:31 pm
Gabriel, bem legal o seu texto. Escrevi um post no blog Pulso (do Grupo de Mídia do Rio de Janeiro) exatamente sobre esses desafios dos candidatos nas primeiras eleições brasileira da era do Social Power. Tem inclusive 4 exemplos de #fail das campanhas da Dilma e do Serra. Parabéns pelos seus conteúdos sempre relavantes e muito bem elaborados.
Link do Post “Eleições 2.0″ http://www.blogpulso.com.br/2010/07/eleicoes-20/
July 22nd, 2010 at 4:20 pm
Raul e Plínio,
Obrigado por passarem por aqui.
Raul, parabéns pelo Pulso.
Abração.
August 20th, 2010 at 5:29 pm
[...] Marketing Político enfrenta os desafios das redes sociais (Julho 2010) [...]