3 dicas sobre Marketing político moderno

Venho recebendo alguns e-mails muito bacanas pedindo algumas dicas sobre marketing político na era digital. Abaixo coloquei três observações que nós, da Gabriel Rossi Consultoria, temos aconselhado algumas imagens públicas. Espero que gostem!

G.

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Marketing político moderno

A primeira dica é  fazer com que o político ou candidato realize uma escuta digital estratégica: muito do marketing eleitoral e de suas variações ainda é baseado em intuição ou “achismo”. Os candidatos planejam ações sem necessariamente entender verdadeiramente o comportamento do eleitorado. A maior prova de que isto aconteça é que no início deste ano, que é eleitoral, já surgiram freqüentes incompatibilidades entre a mensagem e o público–alvo nas comunidades digitais. Mesmo em períodos de crise, como responder rápido e de forma eficaz sem monitoramento profissional? Questões como ranking de influenciadores, painel de tendências, análise de sentimento, dispersão, volume, alcance, entre outras tantas devem estar no dia a dia de qualquer candidato que almeje um trabalho sério na web. Lembrando que ouvir por ouvir é algo estéril, precisa entender e planejar o que será feito com o conhecimento assimilado.

A segunda dica que dou é que o candidato ou partido dê uma atenção especial à  Wikipédia, pois ela tem gerado choque de equity para muitas marcas. O meio político não foge à regra. Temos feito estudos nos quais cruzamos os esforços pró-ativos de comunicação dos candidatos–, anúncios de mídia impressa, RP tradicional, Rádio, TV etc., com que está inserido na Wikipédia, e muitas vezes diagnosticamos uma certa dicotomia entre o discurso e a validação da comunidade. A enciclopédia colaborativa possui muita influência, principalmente, entre os jovens. Não podemos esquecer do impacto das mesmas nos sites de busca. Isso afeta reputação e, claro, voto. Não é sempre possível alterá-la, porém este site serve de termômetro. Isso requer, entre outras coisas, bom senso na publicidade. O mundo offline, ou seja, o mundo real, possui uma relação simbiótica com o mundo online, isto é, aquele que está na internet, sites, blogs, comunidades virtuais etc.

Outra sugestão que ainda é possível oferecer a quem quer participar de uma eleição e vivenciar o dia a dia das redes sociais é aceitar que o mundo mudou. Estamos vivendo uma grande transformação de valores. Alguns especialistas chamam este fenômeno de bilateralidade. Não é possível embarcar neste novo paradigma digital sem estar aberto ao diálogo. É necessário, neste caso, descer do pedestal de superstar, falando de igual para igual com a comunidade web. As redes sociais estão contribuindo para um processo de humanização da sociedade em geral e os políticos não estão imunes a este processo. Ora, eles, então, terão também de se humanizar e deixar aquele semblante pasteurizado que apresentavam em campanhas publicitárias de horário gratuito totalmente assépticas.

Outros artigos escritos ou colaborados por Gabriel Rossi: http://gabrielbranding.com.br/brand-lab/artigos

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4 Responses to “3 dicas sobre Marketing político moderno”

  1. Rafael Ferreira Says:

    Ótimo artigo Gabriel, mas surgiu uma dúvida. Qual o impacto das redes sociais sob a campanha de um candidato? Acredito que deve haver um processo delicado de análise de comportamento e deve se ter cautela nas publicações, não é mesmo? Vejo que a interatividade pode ser uma faca de dois gumes.

  2. admin Says:

    Rafael,

    Acho que isso depende também da proposta de campanha, tamanho do partido, as lideranças fortes agregadas, capilaridade, expectativa de votos, vulnerabilidade de relacionamento com diversos stakeholders, interesse geral do público – alvo pela eleição, orçamento da campanha, avaliação de carisma do candidato, votos de legenda entre diversas outras coisas.. Em primeira mão, dá para perceber que muitos ainda seguem a tecnologia e não o comportamento. Se começarem a prestar mais atenção no eleitor ao invés da ferramenta, com certeza terão melhores resultados.

    Acho que o impacto maior virá para partidos menores que podem criar e operacionalizar idéias a um preço menor. Também, deputados e senadores podem alavancar, consideravelmente, se encontrarem uma proposta coerente e trabalharem de maneira sóbria, mapeando influenciadores e canais.

    Abraços.

    G.

  3. Eduardo Gimenes Says:

    O mkt político será eficiente quando os temas que interessam a população forem explorados de forma coerente junto a propaganda. Não adianta ficar apenas divulgando obras e números.
    Tenho um blog (http://candidatos2010.blogspot.com/) e as páginas mais acessadas são as “sobre o candidato”. Os eleitores estão sim de olho no passado e nos números, mas ele quer saber quais serão as propostas, o que vai mudar, o que vai melhorar (o que será feito para aumentarmos o IDH do Brasil que é vergonhoso por exemplo).
    A política no Brasil já é banalizada, os marketeiros precisam levar em consideração que as informações hoje mais do que nunca são compartilhadas e que as novas gerações não engolem toddas as mensagens sem processá-las, e olha que eles tem processadores potentes.

  4. admin Says:

    Interessante Eduardo… Concordo com você no sentido que o ‘mindset’ precisa mudar. Não é mais uma questão de exibir números e nem explorar, apenas, as fraquezas do concorrente. Nas redes sociais a essência é convidar as pessoas para pensar e progredir lado a lado com a proposta… Isso, claro, mudará gradualmente. Ainda teremos muito que evoluir. Muito.

    Abraços.

    G.

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