Posts Tagged ‘marketing político’

Entrevista O Globo - ‘A internet e as eleições’ (Parte I)

Tuesday, August 10th, 2010

Eu e professor Aldo Fornazieri publicamos, no dia  24 de julho, um artigo chamado “A internet e as eleições” (O Estado de São Paulo) . Ambos descrevemos o cenário político na rede e apontamos para as tendências até outubro de 2010. O Já Voto! do Jornal O Globo quis saber mais sobre o tema e nos entrevistou.

Entre outras respostas, eu afirmei:

Na Colômbia, o candidato a presidente Antana Mockus (oposição) conseguiu um número muito expressivo de fãs no Facebook. Aparentemente ele teria poucas chances contra o candidato da situação, que é muito bem avaliada no país vizinho. É possível, sim, dizer que a estratégia desenhada para a internet de Mockus tenha colaborado para sua campanha, com a disseminação correta de informações e um debate mais vivo do que estamos vivenciando até o presente momento no Brasil.

Na eleição de Barack Obama, a internet talvez tenha chegado a um outro nível, num patamar mais elevado. Havia disseminação, feedback imediato, organização das pessoas que aderiram à marca ou ao candidato, intensa prospecção e um excelente método de arrecadação de fundos. A proposta da candidatura Obama vinha naturalmente com um conceito de branding sólido, que se adaptou perfeitamente à web. Obama conseguiu centralizar seu discurso em um único e poderoso conceito – o de mudança (“Change”). É sabido que marcas que deram certo costumam focar em uma única mensagem, não em duas nem em três. Esta regra também vale para o mundo digital e para a política. Além disso, permanecendo fiel à mesma idéia diferenciada desde o princípio de sua campanha, a personalidade da marca Obama ganhou credibilidade ao longo do tempo e este fortalecimento migrou para a websocial e vice-versa. Sem dúvida nenhuma, Obama era uma marca com uma visão fortíssima que enxergava a situação de uma maneira específica e encorajava as pessoas para fazer parte do mesmo sonho, investindo forças para o futuro. Tudo isso de alguma maneira foi amplificado na campanha realizada na internet.

Confiram na íntegra - http://gabrielrossi.com.br/gabriel-rossi-e-aldo-fornazieri-dao-entrevista-para-o-jornal-o-globo/

Abraços,

G.

As Eleições e a Internet (Meu artigo com Aldo Fornazieri para o Estado de São Paulo)

Saturday, July 24th, 2010

Hoje tive uma grata surpresa.  O artigo que desenvolvemos, fruto de alguns estudos e monitoramento digital constante, foi publicado na segunda página do Estadão impresso.

Um enorme prazer trabalhar com Aldo Fornazieri , autoridade em Ciências Políticas.

A matéria fala da internet e das eleições por um olhar um pouco mais denso, cético e na perspectiva do branding.

Confiram os resultados de nossos estudos:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100724/not_imp585417,0.php

Espero que gostem.

Abraços.

G.

Marketing político enfrenta o desafio das redes sociais (Contribuição para o Jornal do Commercio)

Friday, July 2nd, 2010

Enorme prazer em colaborar com a edição de hoje do Jornal do Commercio na ótima matéria da repórter Jaqueline Porto.

Espero que gostem.

Abraços.

G.

JAQUELINE PORTO do Jornal do Comércio RJ

Marketing político enfrenta o desafio das redes sociais
O recente mal estar entre a equipe de campanha da candidata à presidência Dilma Rousseff e o estrategista em redes sociais Marcelo Branco, por causa de erros cometidos no site da petista, deixou clara a mudança de perfil dos profissionais que trabalham com marketing e assessoria política.

Se antes a mídia tradicional dominavam o espaço, praticamente impondo aos eleitores um personagem, atualmente o desafio é aprender a dialogar com o poder de contestação de quase 90% de internautas brasileiros com acesso às redes sociais, segundo dados da consultoria Nielsen.

Coordenador do Núcleo de Gestão Executiva da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ) e professor do curso de extensão em Marketing Político, Paulo Vicente afirma que a popularização dos novos meios de comunicação cria uma discussão infinita sobre como conseguir votos. “Ainda estamos descobrindo se a relação direta entre político e eleitor é mais eficiente ou se vale apostar em intermediários”, diz. Segundo o professor, cerca de 75% dos eleitores ainda votam por impulso e carisma, com menos envolvimento partidário. Este grupo precisa ser conquistado.

“A massa que usa a web de forma mais crítica está carente de envolvimento e cabe ao profissional criar isso. As pessoas selecionam o que querem ler, consumir e ouvir e o desafio é atrair quem não acredita mais nas estratégias do passado. Infelizmente, isso ainda não está funcionando de forma eficiente nas classes C, D e E”, crítica.

Especialista em branding digital e trabalhando pelo primeiro ano com Marketing Político, Gabriel Rossi, afirma que é preciso saber ouvir. “Não podemos mais apenas transmitir os interesses do candidato, tem que ouvir o eleitor, de forma estratégica.

Conhecê-lo melhor, saber seus interesses, como se relaciona com a tecnologia do ponto de vista político. Infelizmente, vejo muitos ainda preocupados com as ferramentas, esquecendose da personalidade do eleitor, principalmente dos mais jovens, que nas próximas eleições farão mais diferença”, acredita.

Sobre as mudanças que estão ocorrendo já neste ano, Rossi afirma que não haverá um “efeito Obama”. “O Obama estava pronto para a ruptura sócioeconômica que os Estados Unidos viviam na época e a penetração crítica da web no país é muito mais forte do que por aqui. Mas podemos aprender com o que houve por lá. A internet pode beneficiar claramente os partidos pequenos, os candidatos a deputado estadual e federal, com pouca verba para mídias tradicionais, mas para isso é preciso criar uma marca, uma ideia diferenciada na mente do eleitor, com carisma, narrativa, história e psicologia”, afirma.

Segundo Gabriel, gerenciar crises na web se torna um trabalho muito mais desafiador, uma vez que os sites de busca funcionam como um rastro digital, acessível a quem quiser conhecer melhor qualquer candidato.

Para ele, outra questão que precisa se repensada é o uso do website. “Muitos profissionais ainda usam o site como um ’santinho digital’, sem a menor estratégia. Ignorar a necessidade de transparência também é um equívoco, o eleitor que usa redes sociais quer saber quem está conversando com ele. O ideal é que o candidato assuma isso diretamente, mas se precisar ser uma equipe, isso precisa ficar claro”, finaliza.

Dilma e Serra no ponto de vista de marketing

Monday, June 28th, 2010

Amigos,

Eu tenho recebido algumas perguntas sobre as eleições deste ano. Postei abaixo um questionamento que achei bem interessante.

Gostaria de deixar claro que minha abordagem e opinião são embasadas no ponto de vista de marketing. Sempre.

Pergunta: Gabriel, você acha que o Serra possui alguma chance? Eu ouvi dizer que é  grande a chance de não ter  segundo turno, será?

Resposta: A Dilma ainda possui problemas de carisma, postura e de estratégia e execução na web. Isso é fato. Por um outro lado, a mesma possui mais tempo na televisão, mais pessoas que não conhecem a ela do que Serra e a rejeição ao tucano  é maior. A transferência de votos do Lula não é imediata mas está se mostrando real. Na minha opinião, o Serra deveria ter colocado uma mulher como vice logo no começo. Seria, porém, difícil afirmar muita coisa agora pois boa parte dos brasileiros começarão a, realmente, pensar em eleições depois da Copa.

Uma coisa é certa: É importante destacar que branding é um atalho na mente do público-alvo. Considero as propostas de governo dos principais candidatos ainda um pouco confusas e isso atrapalha o fortalecimento de relacionamentos com a comunidade web e a qualificação do debate. Eu e minha equipe temos feito alguns prognósticos, referentes às eleições 2010, que se mostram pertinentes e revelam que não há e nem haverá um fenômeno Obama no Brasil (pelo menos por enquanto).

Abraços.

3 dicas sobre Marketing político moderno

Friday, April 16th, 2010

Venho recebendo alguns e-mails muito bacanas pedindo algumas dicas sobre marketing político na era digital. Abaixo coloquei três observações que nós, da Gabriel Rossi Consultoria, temos aconselhado algumas imagens públicas. Espero que gostem!

G.

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Marketing político moderno

A primeira dica é  fazer com que o político ou candidato realize uma escuta digital estratégica: muito do marketing eleitoral e de suas variações ainda é baseado em intuição ou “achismo”. Os candidatos planejam ações sem necessariamente entender verdadeiramente o comportamento do eleitorado. A maior prova de que isto aconteça é que no início deste ano, que é eleitoral, já surgiram freqüentes incompatibilidades entre a mensagem e o público–alvo nas comunidades digitais. Mesmo em períodos de crise, como responder rápido e de forma eficaz sem monitoramento profissional? Questões como ranking de influenciadores, painel de tendências, análise de sentimento, dispersão, volume, alcance, entre outras tantas devem estar no dia a dia de qualquer candidato que almeje um trabalho sério na web. Lembrando que ouvir por ouvir é algo estéril, precisa entender e planejar o que será feito com o conhecimento assimilado.

A segunda dica que dou é que o candidato ou partido dê uma atenção especial à  Wikipédia, pois ela tem gerado choque de equity para muitas marcas. O meio político não foge à regra. Temos feito estudos nos quais cruzamos os esforços pró-ativos de comunicação dos candidatos–, anúncios de mídia impressa, RP tradicional, Rádio, TV etc., com que está inserido na Wikipédia, e muitas vezes diagnosticamos uma certa dicotomia entre o discurso e a validação da comunidade. A enciclopédia colaborativa possui muita influência, principalmente, entre os jovens. Não podemos esquecer do impacto das mesmas nos sites de busca. Isso afeta reputação e, claro, voto. Não é sempre possível alterá-la, porém este site serve de termômetro. Isso requer, entre outras coisas, bom senso na publicidade. O mundo offline, ou seja, o mundo real, possui uma relação simbiótica com o mundo online, isto é, aquele que está na internet, sites, blogs, comunidades virtuais etc.

Outra sugestão que ainda é possível oferecer a quem quer participar de uma eleição e vivenciar o dia a dia das redes sociais é aceitar que o mundo mudou. Estamos vivendo uma grande transformação de valores. Alguns especialistas chamam este fenômeno de bilateralidade. Não é possível embarcar neste novo paradigma digital sem estar aberto ao diálogo. É necessário, neste caso, descer do pedestal de superstar, falando de igual para igual com a comunidade web. As redes sociais estão contribuindo para um processo de humanização da sociedade em geral e os políticos não estão imunes a este processo. Ora, eles, então, terão também de se humanizar e deixar aquele semblante pasteurizado que apresentavam em campanhas publicitárias de horário gratuito totalmente assépticas.

Outros artigos escritos ou colaborados por Gabriel Rossi: http://gabrielbranding.com.br/brand-lab/artigos

Branding Político Estratégico (Minha colaboração para o Nós da Comunicação)

Saturday, March 27th, 2010

Político que quer se destacar junto aos eleitores mais conectados deve adotar quais estratégias? Não há uma resposta sob medida, meus amigos. Nossa metodologia considera diversas variáveis como: Proposta de campanha, tamanho do partido, as lideranças fortes agregadas, capilaridade, expectativa de votos, vulnerabilidade de relacionamento com diversos stakeholders, interesse geral do público – alvo pela eleição, orçamento da campanha, avaliação de carisma do candidato, votos de legenda, os rastros encontrados na web social através de um trabalho de auditoria digital, entre diversas outras coisas.

Outra questão é que há uma relação simbiótica entre os resultados nos sites de busca e a reputação de políticos, corporações em geral etc.. Lá é o momento que você se afirma para seus stakeholders. O equity e confiabilidade de qualquer marca cada vez mais se torna o conjunto de resultados nas prateleiras virtuais como Google e Bing. Isso requer um investimento contínuo e não é imediato. No caso da política, pergunte, entre outras coisas, quanto a campanha corpo a corpo, rádio e televisiva influencia na conversa on -line. Indague também: quais aspectos da personalidade são mais admirados pelo eleitor digital? São eles confiabilidade, ética e inteligência, respectivamente?

Falei exatamente sobre os assuntos acima na matéria escrita pela repórter Gabriela Bittencourt para o canal de Comunicação Corporativa Nós da Comunicação. Entre outras opiniões, explicitei a seguinte:

“Não é mais questão de tamanho. A velocidade e influência das comunidades trabalhadas são os fatores mais importantes. Se os candidatos entenderem isso na essência, evoluirão nas mídias sociais muito mais rápido do que diversas empresas ranqueadas entre as 100 maiores”.

Convido vocês para lerem a matéria.

Abraços,

G.


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