O Branding e seu valor social
Sunday, May 17th, 2009Será que os críticos de Marketing & Branding (por mais levianos que muitos sejam) já refletiram sobre o valor sócio-econômico e cultural das marcas no mundo atual? Será mesmo que os tais ‘marketeiros’ (que também constroem marcas) são tão mau intencionados assim? Inspirado por um livro da Rita Clifton que li recentemente, cito alguns pontos no qual considero relevantes para a defesa da nossa prática (assumindo que Marketing e Branding são faces da mesma moeda).
Eu acredito que as marcas e consequentemente os profissionais sérios de Marketing e Branding possuem muito valor para a sociedade de hoje pelo fato que:
Inovam: A maneira que as marcas afetam a inovação acarreta benefícios sociais. Será que, por exemplo, a corporação Procter & Gamble desenvolveria tantos produtos de custo mais baixo e qualidade adequada se não houvessem marcas para associar todo seu investimento e risco? Será que as empresas de telefonia nos países em desenvolvimento estariam motivadas a melhorar a vida das pessoas em lugares remotos como interior do Perú, India e Paquistão? Digo que não! As marcas são parte vital desta equação.
A competição mercadológica e a necessidade de inovar diariamente como a única forma de se combater atualmente o Darwinismo de marca, acarreta benefícios a comunidade em forma de novos empregos, dinheiro injetado na economia, produtos e serviços mais rápidos, funcionais e modernos.
Realmente protegem o consumidor: Sim! Marcas são um grande mecanismo orgânico de proteção ao consumidor. Pra começar, se não houvessem marcas, como os orgãos de proteção ao consumidor funcionariam? Averiguar o quê?
Também, toda marca e profissional de Marketing que se preze necessita manter a lealdade do consumidor. Isto acarreta produtos cada vez mais confiáveis e seguros, especialmente nos dias atuais onde consumidores se manifestam através de inúmeros megafones e a linha entre o influenciador e o não influenciador é cada vez mais tênue (case Motrin).
Facilitam relacionamentos que importam: As marcas unem as pessoas através de um interesse, paixão em comum. Isto nunca foi tão verdade: marcas principalmente através de micro-interações alimentam suas comunidades através de seus valores fundamentais e conteúdo relevante relacionado ao mercado e realidade que estão inseridas. Consequentemente, pessoas são convidadas a participarem, darem opiniões, conhecerem semelhantes e criarem enfim, relacionamentos de amizade que importam. Ford no Twitter é um bom exemplo de uma marca que utiliza o ecossistema digital para também agir como facilitador social.
Há diversos outros argumentos. O que você pensa? Adoraria ouvir sua opinião.
Leitura recomendada
Brands and Branding
